A eletroforese é uma das técnicas mais tradicionais e fundamentais dentro dos laboratórios de análises clínicas e biologia molecular. Por trás de sua aparente simplicidade técnica, ela desempenha um papel crítico no diagnóstico de doenças graves e na identificação genética. Abaixo, respondemos de forma objetiva às 5 principais dúvidas sobre essa metodologia.
A separação ocorre combinando duas forças: a carga elétrica e o tamanho (massa) das moléculas. As moléculas são aplicadas em um gel poroso e submetidas a um campo elétrico com um polo positivo (anodo) e um polo negativo_ (catodo).
O gel de agarose tem poros maiores, sendo ideal para separar fragmentos grandes de DNA e RNA de forma simples e segura. O gel de poliacrilamida tem poros menores e maior resolução, sendo usado para proteínas ou fragmentos minúsculos de DNA, embora exija cuidado por usar uma neurotoxina.
O marcador contém fragmentos de DNA com tamanhos conhecidos e funciona como uma “régua genômica” no gel. Ao comparar a distância percorrida pelas suas amostras com as bandas do marcador, é possível determinar o tamanho exato dos fragmentos analisados.
Como são transparentes, usam-se corantes: para DNA/RNA, aplicam-se corantes fluorescentes (como SYBR Safe) que brilham sob luz UV ou azul; para proteínas, usa-se o Coomassie Blue, que forma bandas azuis visíveis diretamente sob a luz branca comum.
Os principais fatores são a voltagem excessiva (geração de calor que deforma o gel), tampão de corrida velho ou incorreto (oscilação na corrente), sobrecarga de amostra nos poços (transbordo) ou a degradação prévia do DNA/proteína por enzimas.